r/BrasildoB • • 39m ago

Discussão Janones se tornará uma 'nova liderança' da esquerda?

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Perguntou isso, pois acabou de acontecer algo que me acendeu um alerta: Minha esposa que não é muito ligada em política, mas entrou na onda do exército do Lula veio me perguntar se vai ser o Janones o substituído do Lula.

Obviamente, nós crackudos de política sabemos que isso não acontecerá(pelo menos não agora), mas essa pergunta da minha esposa me fez pensar que o Janones vai forçar a rivalidade com o Nicolas pra farmar o máximo possível de capital político com o eleitor médio da esquerda. ​


r/BrasildoB • • 21h ago

Discussão Estou profundamente preocupado com 2030

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Ainda não será a hora de uma esquerda radical tipo Jones Manoel conseguir se eleger pra presidência, e ao que tudo indica até Boulos ainda é radical demais pro cidadão médio. Aqui no Nordeste temos vários quadros de esquerda institucional estilo o que Boulos se tornou mas com mais experiência ainda, e bastante fiéis às pautas democráticas da esquerda, mas duvido que esses nomes colem a nível nacional, temos Dino mas seria absurdo ele deixar o STF pra concorrer. Erika Hilton é ótima mas 2030 ainda é muito cedo para realísticamente acharmos que o país inteiro aceitaria uma trans (infelizmente), e colocar ela na corrida pode nos trazer uma derrota avassaladora. Eu honestamente amaria ver Dilma voltando à política, ganhando pra presidente mais uma vez, mas acho que é tão difícil quanto Erika Hikton ou Boulos ganhar, sei lá... Mas ela foi minha presidente preferida.

Que caminho vocês acham que a esquerda institucional deveria seguir? Deveria ir mais à direita, radicalizar mais à esquerda, buscar gente próxima a Lula, ou o quê?Precisamos para ONTEM formar esse quadro.


r/BrasildoB • • 4h ago

Humor "Marx era um gênio desde quando era jovem" o jovem Marx:

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r/BrasildoB • • 8h ago

Opinião A conta sempre chega: por que era preciso que Lula continuasse no poder

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Reeleito, o governo terá de desarmar, em nome próprio, as engrenagens fiscais, tributárias, trabalhistas e energéticas que montou. Nada amadurece mais uma democracia.

Na história política e econômica da América Latina, poucos fenômenos são tão pedagógicos quanto a coincidência entre a autoria de um ciclo expansionista e a colheita de suas consequências. Em 25 de outubro de 2026, o [Tribunal Superior Eleitoral proclamou](https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Outubro/presidente-do-tse-anuncia-reeleicao-de-lula-e-faz-balanco-do-2o-turno-das-eleicoes-2026) a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, com 64.256.232 votos (51,79% dos válidos), contra 59.826.041 de Flávio Bolsonaro. Dos mais de 158 milhões de eleitores aptos, 128,2 milhões compareceram; a abstenção, em torno de 19,2%, ficou abaixo dos 21,08% do primeiro turno. No mesmo domingo, seis estados elegeram seus governadores.

O dado decisivo, porém, não é quem venceu, mas o que a continuidade torna impossível. Sob a ótica da ortodoxia macroeconômica, ela produz um efeito que nenhum programa de governo anuncia: impede a transferência conveniente do ônus de um ajuste inevitável a um sucessor de oposição. O grupo que governou de 2023 a 2026 governará de 2027 a 2030. Herdará de si mesmo.

Ao longo deste ciclo, ergueu-se uma arquitetura econômica apoiada em cinco vigas: a expansão da despesa obrigatória e da dívida; um crescimento puxado pelo consumo, sem ganho correspondente de produtividade; a transição para uma tributação do consumo cuja alíquota-padrão tende a figurar entre as mais altas do mundo; o encarecimento constitucional da hora trabalhada; e preços de combustíveis contidos com dinheiro público até a véspera da votação. Os defensores do governo exibem conquistas reais, sociais e trabalhistas, e elas não são irrelevantes. A contabilidade nacional, porém, registra ao lado delas engrenagens sob severa fadiga. Examinar cada viga esclarece por que o próximo quadriênio será o laboratório definitivo da responsabilidade sobre as escolhas feitas até aqui.

**1. A aritmética implacável da dívida**

O alicerce de toda instabilidade macroeconômica brasileira está nas contas públicas, e os números oficiais dispensam adjetivos. Segundo a [nota de Estatísticas Fiscais do Banco Central](https://static.poder360.com.br/uploads/2026/09/estatisticas-fiscais-BC-agosto2026.pdf) de 30 de setembro, a dívida bruta do governo geral atingiu 82,9% do PIB em agosto de 2026: R$ 11,1 trilhões. Em dezembro de 2022, [era de 71,7%](https://diariodocomercio.com.br/financas/divida-bruta-brasil-agosto/). São mais de onze pontos do PIB acrescentados em um único mandato — e em anos de crescimento, não de recessão.

A anatomia do avanço é eloquente. Em 2026, a dívida subiu 4,2 pontos do PIB: os juros nominais acrescentaram 6,5 e as emissões líquidas, 1,5, enquanto o crescimento do PIB nominal devolveu 3,6. Nos doze meses até agosto, o setor público consolidado apropriou R$ 1,18 trilhão em juros — 8,86% do PIB, contra 7,61% um ano antes — e acumulou déficit nominal de 9,48% do PIB. A dívida já não cresce pelo que o Estado gasta hoje, mas pelo que custa carregar o que gastou ontem.

As expectativas não são melhores. O [Prisma Fiscal de outubro](https://www.gov.br/fazenda/pt-br/assuntos/noticias/2026/outubro/prisma-fiscal-eleva-projecao-de-deficit-para-2026-e-reduz-estimativa-para-2027) — mediana das projeções de mercado coletadas pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda — aponta déficit primário de R$ 53,0 bilhões em 2026 e de R$ 44,0 bilhões em 2027. A dívida bruta chegaria a 83,4% do PIB ao fim deste ano e a 87,0% no próximo, quando a despesa total do Governo Central deve alcançar R$ 2,793 trilhões.

O contraste com o discurso oficial é instrutivo. A [Mensagem Presidencial do PLOA 2027](https://www.gov.br/planejamento/pt-br/assuntos/orcamento/orcamentos-anuais/2027/ploa-2027/mensagem-presidencial.pdf/@@display-file/file) projeta superávit primário de R$ 18,6 bilhões antes das compensações legais e de R$ 83,4 bilhões depois de abater R$ 64,6 bilhões, sobretudo em precatórios — o bastante para declarar cumprida a meta de 0,50% do PIB. Entre o superávit que o governo promete e o déficit que o mercado espera há mais de R$ 60 bilhões. Essa é a medida contábil da credibilidade fiscal.

O próprio documento confessa a doença que não trata: mais de 90% das despesas primárias são obrigatórias, o que, em suas palavras, “vulnerabiliza a sustentabilidade fiscal”. O marco orçamentário de médio prazo que o acompanha mostra o espaço discricionário do Executivo encolhendo de R$ 222,1 bilhões em 2027 para R$ 208,4 bilhões em 2028, abaixo do necessário para manter as políticas vigentes — e aponta, ele mesmo, a necessidade de revisão de gastos. A conta foi reconhecida por escrito; falta quem a pague.

O custo transborda para a política monetária. Mesmo após cinco cortes consecutivos desde março, a Selic está em 13,75% ao ano. O [Relatório Focus de 26 de outubro](https://br.advfn.com/jornal/2026/10/boletim-focus-mantem-selic-em-13-25-e-reduz-projecoes-para-pib-de-2026) projeta 13,25% no fim de 2026 e 11,75% no fim de 2027, com inflação de 5,19% neste ano, acima do teto de 4,5% da meta. Descontada a inflação esperada para 2027, em torno de 4,3%, o juro real ex ante beira 9% ao ano — e a Mensagem admite que, já em 2025, ele atingira o maior nível da década. O Estado absorve parcela crescente da poupança nacional para rolar a própria dívida e encarece o capital de quem produz.

**2. O esgotamento da economia produtiva**

A narrativa oficial apoia-se na resiliência. O [Monitor do PIB da FGV](https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/fgv-estima-que-pib-desacelerou-e-cresceu-03-no-segundo-trimestre) registrou, entre abril e junho, o vigésimo resultado trimestral positivo consecutivo. Mas o número cheio esconde a anatomia — e é a anatomia que decide.
As [Contas Nacionais do IBGE](https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202609/pib-cresce-0-5-no-segundo-trimestre-aponta-ibge) mostram desaceleração de 1,1% no primeiro trimestre para 0,5% no segundo. O motor do modelo engasgou: o consumo das famílias recuou 0,4% na margem, sob o peso dos juros e do endividamento, enquanto o consumo do governo seguiu crescendo. Na comparação anual, o gasto do governo avançou 3,1%; o das famílias, 0,5%. Quando o Estado consome seis vezes mais depressa que o cidadão, o dinamismo já não vem do bolso de quem compra, mas do orçamento de quem tributa.

O lado da oferta conta a mesma história. Sobre o segundo trimestre de 2025, a agropecuária cresceu 6,8% e a indústria extrativa, 12,0%, puxada por petróleo e gás; a indústria de transformação encolheu 0,9% e acumula queda de 1,1% em quatro trimestres. O país cresce quando a terra e o subsolo colaboram, não quando a fábrica produz.

Parte do fôlego da demanda escoa para fora. As importações subiram 5,5% na comparação anual, contra 3,8% das exportações, com veículos, vestuário e materiais elétricos à frente da pauta. E o investimento, que deveria ampliar a capacidade instalada, não acompanha: a taxa de investimento caiu para 16,1% do PIB, abaixo dos 16,6% de um ano antes, e a formação bruta de capital fixo recuou 0,2% em quatro trimestres. A alta recente veio de bens de capital importados e de software.

Quando uma economia estimula a demanda sem expandir na mesma proporção a capacidade de produzir, o desfecho é conhecido: pressão sobre os preços de serviços, deterioração da conta externa e um banco central obrigado a manter os juros altos por mais tempo. A própria Mensagem do PLOA 2027 aponta a isenção do imposto de renda para as faixas de menor renda e a expansão do consignado privado como sustentáculos da demanda — e admite que o segundo trimestre já exibiu, com mais nitidez, os efeitos contracionistas dos juros. O estímulo e o freio foram acionados ao mesmo tempo, e quem paga a fricção é o investimento.

**3. Reforma tributária e a sombra do maior IVA do mundo**

Concebida sob a promessa legítima de simplificar o sistema, extinguir a cumulatividade e encerrar a guerra fiscal pela tributação no destino, a reforma do consumo atravessou 2026 em fase de teste (art. 125 do ADCT): CBS a 0,9% e IBS a 0,1%, destacados em nota sem cobrança efetiva. Em 2027 a transição deixa de ser tecnológica. Pelo art. 126 do ADCT, incluído pela EC 132/2023, a CBS passa a ser cobrada, PIS e Cofins são extintos e estreia o Imposto Seletivo. O PLOA 2027 já conta com R$ 636,8 bilhões de CBS e R$ 42,0 bilhões de Seletivo.

A pouco mais de dois meses da virada, porém, ninguém conhece a alíquota. A Receita enviou ao TCU apenas o [modelo de cálculo](https://apet.org.br/noticia/tcu-comeca-a-calcular-aliquota-da-cbs-para-2027/); o tribunal tem até 30 de outubro para remeter o número ao Senado, que deve fixá-lo até 15 de dezembro — prazos esticados excepcionalmente em 45 dias para atravessar a eleição. As empresas terão dias, não meses, para reprecificar contratos, sob uma dispensa de noventena cuja constitucionalidade já é contestada.

O número que vier não será pequeno. A exigência de neutralidade arrecadatória de um Estado que arrecada muito, somada à proliferação de regimes diferenciados, produziu a distorção mais conhecida da reforma. A estimativa inicial da Fazenda era de 26,5%; à medida que o Congresso multiplicou exceções, as projeções oficiais migraram para perto de 28%. A [Resolução CGIBS nº 14/2026](https://www.cgibs.gov.br/upload/arquivos/202607/31144942-resoluc-ao-cgibs-n-14-de-29-de-julho-de-2026-proposta-percentual-ibs-cgibs-2027.pdf) adotou, para as próprias contas do Comitê Gestor, alíquota-padrão conjunta de 27,91%. A Hungria, dona do [maior IVA da OCDE](https://apet.org.br/noticia/reforma-tributaria-brasil-tera-segundo-maior-iva-do-mundo-com-aliquota-de-265/), cobra 27%.

A célebre “trava” de 26,5% não trava. O [art. 475, § 11, da LC 214/2025](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp214.htm) apenas obriga o Executivo, ouvido o Comitê Gestor, a enviar projeto de lei complementar propondo medidas que reconduzam a soma das alíquotas de referência estimadas a 26,5% — e só depois da primeira avaliação quinquenal, feita com dados de 2030. É um dever de propor, não um teto; a palavra final continua com o mesmo Congresso que criou as exceções.

No longo prazo, a indústria tende a ganhar com a não cumulatividade plena e o split payment. O setor de serviços — maior empregador urbano do país, de cadeias curtas e poucos insumos a creditar — está do outro lado da balança. Um prestador do lucro presumido que hoje recolhe 3,65% de PIS/Cofins cumulativos e de 2% a 5% de ISS migrará, ao fim da transição, para uma alíquota nominal próxima de 28% sobre o que agrega, ressalvados os regimes reduzidos e o Simples Nacional. E, até a extinção de ICMS e ISS em 2033, as empresas conviverão com dois sistemas simultâneos, pagando custo de conformidade dobrado justamente quando o crédito segue caro.

**4. O fim da escala 6x1: choque de custos por emenda constitucional**

Se o tripé formado por risco fiscal, investimento baixo e transição tributária já compunha um cenário delicado, o calendário eleitoral acrescentou um choque de oferta. Em 16 de outubro de 2026, nove dias antes do segundo turno, o Congresso promulgou em sessão solene, com a presença do presidente da República, a [Emenda Constitucional nº 141](https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/10/16/congresso-promulga-o-fim-da-escala-6x1-e-aposentadoria-de-agentes-de-saude). O texto aboliu a escala 6x1, assegurou dois dias de repouso semanal remunerado e reduziu o teto da jornada de 44 para 42 horas dois meses após a publicação — em meados de dezembro — e para 40 horas um ano depois, vedada a redução salarial. Aprovada no Senado por 75 votos a 1, a medida tem pais em todos os partidos; mas foi o governo que dela fez [bandeira da reeleição.](https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/3-em-cada-10-empregos-formais-tem-escala-6x1-no-brasil-diz-estudo/)

O alcance social é inegável. Segundo o Ministério do Trabalho, cerca de 14,9 milhões de trabalhadores — um terço dos que têm jornada identificada — cumprem hoje a 6x1, e 37,2 milhões cumprem jornada de 44 horas. O descanso adicional alivia o desgaste de quem trabalha no comércio, no alojamento e nos transportes, e é legítimo que uma democracia o deseje. A ciência econômica, porém, distingue desejo normativo de capacidade material: nas economias maduras, a redução secular da jornada foi consequência — e não causa — da acumulação de capital e do ganho de produtividade por hora trabalhada.

A aritmética não negocia. Mantido o salário mensal, a hora normal de quem trabalha 44 horas encarece 4,8% quando o teto cai para 42 (44 ÷ 42) e 10% quando chega a 40 (44 ÷ 40); a hora extra, calculada sobre ela, acompanha. Para atividades de operação contínua — bares, restaurantes, hotéis, hospitais, pequeno varejo —, o segundo dia de folga obriga a redesenhar escalas e contratar reforços sem capital barato para automatizar. Restam três saídas: repassar aos preços, alimentando a inflação de serviços; comprimir margens; ou empurrar vagas para contratos parciais e para a informalidade.

A objeção mais séria merece resposta à altura. O [estudo de Gonzaga, Menezes-Filho e Camargo](https://www.econ.puc-rio.br/uploads/adm/trabalhos/files/td458.pdf) sobre a redução de 48 para 44 horas na Constituinte de 1988 não encontrou efeito negativo sobre o emprego em doze meses, e o salário-hora dos afetados subiu. [Naercio Menezes Filho](https://iepecdg.com.br/wp-content/uploads/2026/02/260220Naercio.pdf) atribui o resultado ao poder de monopsônio das grandes firmas e cita estimativa do Ipea de alta média de 7% no custo do trabalho — no máximo 3% do custo total para a maioria das empresas. Há ainda a distância entre contrato e realidade: 73,8% dos celetistas tinham contrato de 41 a 44 horas em 2025, mas apenas 35,8% trabalhavam efetivamente essa carga no início de 2026.

O argumento é forte, e justamente por isso suas fronteiras importam. A evidência de 1988 mede um ano, não uma década; e o mecanismo que a explica é atributo das grandes empresas, enquanto a 6x1 pesa mais nas pequenas — 34,5% dos vínculos nas microempresas e 36,2% nas pequenas, contra 32,9% nas médias e grandes. A própria emenda reconhece o ponto ao prever lei complementar com medidas de adaptação para microempreendedores, micro e pequenas empresas. E o choque chega com o [desemprego em 5,3%](https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/trabalho/17270-pnad-continua.html), perto da mínima histórica: em mercado apertado, quem precisa cobrir o turno vago disputa trabalhadores que já não sobram. A conta tem dois endereços possíveis — o preço do serviço e o emprego formal —, e ambos serão apresentados a quem fez da promessa bandeira.

**5. A bomba-relógio dos combustíveis**

A peça mais explosiva do tabuleiro foi armada nas semanas que antecederam a votação. Com o conflito no Oriente Médio estrangulando a oferta — o fluxo de petróleo pela região de Ormuz [caiu de mais de 20 para cerca de 8,5 milhões de barris por dia](https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/mercado/precos-petroleo-20-outubro-2026/) em meados de outubro — e o Brent de volta à faixa dos US$ 100, após picos acima de US$ 110, o governo recorreu a uma escalada de subvenções com prazo de validade.

A [MP 1.391/2026](https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/09/14/medida-provisoria-estende-subsidio-para-baratear-diesel), de 11 de setembro — quinta medida provisória do ano sobre o tema, num total de R$ 27,4 bilhões autorizados em 2026 —, passou a permitir subvenções ao diesel em ciclos de até 30 dias, com valor fixado por ato do ministro da Fazenda. Em 13 de outubro, [portaria anunciada pelo Ministério de Minas e Energia](https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202610/governo-federal-prorroga-desoneracao-da-gasolina-e-do-etanol) somou R$ 1,40 por litro aos R$ 2,12 já pagos aos importadores: R$ 3,52 de dinheiro público por litro, ao custo estimado de R$ 1,6 bilhão a cada 30 dias. Dias antes, decreto prorrogara a desoneração integral de PIS/Cofins e Cide sobre a gasolina — agora de R$ 0,89 por litro — e ampliara a subvenção ao etanol. O próprio governo descreveu as medidas como temporárias e válidas apenas para 2026.

Como cerca de um terço do diesel consumido no país é importado, segundo o mesmo ministério, a barragem logo mostrou fissuras. Três dias antes do segundo turno, a [defasagem do diesel](https://mercadoeconsumo.com.br/23/10/2026/economia/defasagem-do-diesel-nas-refinarias-da-petrobras-ultrapassa-subvencao-e-atinge-r-353-l/) nas refinarias da Petrobras chegou a R$ 3,53 por litro, superando pela primeira vez a subvenção de R$ 3,52, segundo a Abicom — a associação dos importadores, parte interessada na conta. O diesel da estatal estava havia 145 dias sem reajuste. Um [relatório do Goldman Sachs](https://www.infomoney.com.br/mercados/petrobras-petr3-petr4-pode-ter-subir-diesel-ate-cinquenta-porcento-goldman-sachs-quais-impactos-acoes-inflacao/) estima que, mesmo com os subsídios, o preço realizado pela estatal está 21% abaixo da paridade de importação; se a assimetria entre produtores e importadores acabar, o reajuste às distribuidoras teria de ser de cerca de 50%, algo como 20% nas bombas e de 21 a 24 pontos-base no IPCA, somados efeitos diretos e indiretos. O próprio banco, registre-se, trabalha no cenário-base com preços estáveis até o fim do ano.
Passada a eleição — e com o Conselho de Administração da Petrobras convocado para avaliar os preços no dia seguinte às urnas —, o governo reeleito encara uma escolha sem saída indolor:

**Renovar e ampliar os subsídios em 2027**, drenando bilhões do Tesouro para sustentar um barril acima de US$ 100 num orçamento cuja meta já depende de compensações. O governo responde que as receitas extraordinárias do petróleo bancam a conta; mas receita extraordinária é, por definição, transitória, e subsídio criado em ano eleitoral raramente morre no seguinte.

**Segurar os preços no balanço da Petrobras**, vendendo abaixo da paridade sem subvenção plena, deteriorando o caixa da estatal e afastando os importadores privados de que o país depende para cobrir o terço importado da demanda — com risco físico de desabastecimento regional.

**Liberar o reajuste reprimido**, colhendo uma onda secundária de inflação no frete e nos alimentos, retardando o ciclo de cortes da Selic e ressuscitando o fantasma das paralisações de caminhoneiros.

**O fim do álibi**

A tese de que a conta sempre chega encontra nessa convergência o seu sentido institucional mais profundo. Houvesse alternância de poder em janeiro de 2027, um novo governante herdaria de uma só vez uma dívida bruta a caminho de 87% do PIB, um orçamento com mais de 90% de despesas obrigatórias, a estreia da CBS com alíquota fixada às pressas, o encarecimento constitucional da hora trabalhada e um barril de pólvora nos preços do diesel e da gasolina. Qualquer medida amarga — o realinhamento dos combustíveis, o corte de despesas, o freio na atividade — seria instantaneamente rotulada de choque neoliberal de quem chegou, e o mito de que o modelo anterior era autossustentável sairia intacto.

O país já viu esse filme e sabe como ele termina. Reeleito em 2014 com preços administrados represados, o mesmo campo político entregou em 2015 o realismo tarifário: a energia elétrica subiu 51%, a gasolina 20%, e o [IPCA fechou o ano em 10,67%](https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/en/agencia-press-room/2185-news-agency/releases-en/15625-in-december-ipca-stays-at-0-96-and-closes-2015-at-10-67), o maior desde 2002, enquanto a economia mergulhava na recessão. A diferença, agora, é que ninguém poderá alegar surpresa: a conta está escrita nas estatísticas do Banco Central, na Mensagem do próprio orçamento e no texto da Constituição emendada.

Com a continuidade selada nas urnas, elimina-se o álibi da herança maldita alheia. Caberá ao próprio artífice da engrenagem desarmar os artefatos fiscais, trabalhistas e energéticos que ajudou a montar — seja promovendo a revisão estrutural de gastos que sua própria Mensagem orçamentária já reconhece necessária e assumindo o desgaste do realismo tarifário, seja assistindo à corrosão da renda real dos mais pobres pela inflação e pelos juros. Não existe terceira via contábil.

Na macroeconomia, subsídios e prazos de carência podem durar até o domingo da eleição; a fatura, não. Ela não prescreve, não se transfere e não aceita álibi. Nada amadurece mais uma democracia do que exigir que os autores das promessas assinem, em nome próprio, o balanço de seus resultados.

**Fontes primárias**
Dados observados (TSE, Banco Central, IBGE, atos normativos) são afirmados; projeções de mercado (Prisma Fiscal, Focus) e estimativas de terceiros (Abicom, Goldman Sachs, Ipea, 4intelligence) aparecem atribuídas no texto. Informações disponíveis até 26 de outubro de 2026.
**Abertura**
[TSE — balanço do 2º turno das Eleições 2026](https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Outubro/presidente-do-tse-anuncia-reeleicao-de-lula-e-faz-balanco-do-2o-turno-das-eleicoes-2026)
**1. Dívida**
[Banco Central — Estatísticas Fiscais, nota à imprensa de 30/9/2026 (PDF)](https://static.poder360.com.br/uploads/2026/09/estatisticas-fiscais-BC-agosto2026.pdf)
[Ministério da Fazenda/SPE — Prisma Fiscal de outubro de 2026](https://www.gov.br/fazenda/pt-br/assuntos/noticias/2026/outubro/prisma-fiscal-eleva-projecao-de-deficit-para-2026-e-reduz-estimativa-para-2027)
[Ministério do Planejamento e Orçamento — Mensagem Presidencial do PLOA 2027](https://www.gov.br/planejamento/pt-br/assuntos/orcamento/orcamentos-anuais/2027/ploa-2027/mensagem-presidencial.pdf/@@display-file/file)
[Relatório Focus de 26/10/2026 (via ADVFN)](https://br.advfn.com/jornal/2026/10/boletim-focus-mantem-selic-em-13-25-e-reduz-projecoes-para-pib-de-2026)
[Folhapress — dívida bruta em dezembro de 2022](https://diariodocomercio.com.br/financas/divida-bruta-brasil-agosto/)
**2. Atividade**
[IBGE — Contas Nacionais Trimestrais, 2º trimestre de 2026 (via Agência Gov)](https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202609/pib-cresce-0-5-no-segundo-trimestre-aponta-ibge)
[FGV IBRE — Monitor do PIB de junho de 2026 (via Agência Brasil)](https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/fgv-estima-que-pib-desacelerou-e-cresceu-03-no-segundo-trimestre)
**3. Reforma tributária**
[Lei Complementar nº 214/2025 — texto compilado (Planalto)](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp214.htm)
[Resolução CGIBS nº 14/2026 (PDF)](https://www.cgibs.gov.br/upload/arquivos/202607/31144942-resoluc-ao-cgibs-n-14-de-29-de-julho-de-2026-proposta-percentual-ibs-cgibs-2027.pdf)
[Valor/APET — cronograma TCU–Senado da alíquota da CBS de 2027](https://apet.org.br/noticia/tcu-comeca-a-calcular-aliquota-da-cbs-para-2027/)
[APET — maiores alíquotas de IVA da OCDE](https://apet.org.br/noticia/reforma-tributaria-brasil-tera-segundo-maior-iva-do-mundo-com-aliquota-de-265/)
**4. Escala 6x1**
[Agência Senado — promulgação da EC 141/2026](https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/10/16/congresso-promulga-o-fim-da-escala-6x1-e-aposentadoria-de-agentes-de-saude)
[Folhapress — dados do MTE analisados pela 4intelligence](https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/3-em-cada-10-empregos-formais-tem-escala-6x1-no-brasil-diz-estudo/)
[Gonzaga, Menezes-Filho e Camargo — redução de 48 para 44 horas em 1988 (PUC-Rio, TD 458)](https://www.econ.puc-rio.br/uploads/adm/trabalhos/files/td458.pdf)
[Naercio Menezes Filho — Os efeitos da redução da jornada (fev. 2026)](https://iepecdg.com.br/wp-content/uploads/2026/02/260220Naercio.pdf)
[IBGE — PNAD Contínua](https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/trabalho/17270-pnad-continua.html)
**5. Combustíveis**
[Agência Senado — MP 1.391/2026](https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/09/14/medida-provisoria-estende-subsidio-para-baratear-diesel)
[Agência Gov/MME — subvenção adicional ao diesel e desoneração da gasolina](https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202610/governo-federal-prorroga-desoneracao-da-gasolina-e-do-etanol)
[Estadão Conteúdo — defasagem calculada pela Abicom](https://mercadoeconsumo.com.br/23/10/2026/economia/defasagem-do-diesel-nas-refinarias-da-petrobras-ultrapassa-subvencao-e-atinge-r-353-l/)
[InfoMoney — relatório do Goldman Sachs sobre o diesel](https://www.infomoney.com.br/mercados/petrobras-petr3-petr4-pode-ter-subir-diesel-ate-cinquenta-porcento-goldman-sachs-quais-impactos-acoes-inflacao/)
[CNN Brasil — petróleo e fluxo em Ormuz, 20/10/2026](https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/mercado/precos-petroleo-20-outubro-2026/)
[BPMoney — Brent volta a US$ 110, 16/10/2026](https://bpmoney.com.br/mercado/commodities/petroleo-brent-supera-us-110-primeira-vez-desde-maio/)
**Conclusão**
[IBGE — IPCA de 2015](https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/en/agencia-press-room/2185-news-agency/releases-en/15625-in-december-ipca-stays-at-0-96-and-closes-2015-at-10-67)


r/BrasildoB • • 11h ago

Discussão Pedir 2° turno no Rio vai fragilizar o resultado da eleição pra presidente.

2 Upvotes

Como vocês tão pensando sobre isso? Tô vendo um movimento pedindo 2° turno pra Paes, e vejo com muita preocupação. Também sou contra o Flamengo jogar a final da Libertadores.


r/BrasildoB • • 12h ago

Discussão Eu sabia que essa jumentice das imagens iria começar. Essa prorrogação foi muito mal organizada, e agora esses cara tem a munição perfeita. De qualquer maneira, qual você acham que deve ser a extensão desse pedido do Flávio? Tipo, as consequências diss tudo?

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18 Upvotes

r/BrasildoB • • 2h ago

Humor PEDREIRO DA ESQUERDA RADICAL COMENTA VITÓRIA DE LULA

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41 Upvotes

r/BrasildoB • • 20h ago

Discussão Dúvida genuína

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r/BrasildoB • • 12h ago

Humor Sou adepto ao Marxismo-Leninismo-Maoísmo-Janonismo, e vc?

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93 Upvotes

r/BrasildoB • • 4h ago

Discussão 2030

3 Upvotes

Bem, pelo visto ontem, será Geraldo com vice petista o candidato " lulista " . Sábia a decisão do PSOL de não fazer federação com o PT para não ter que assinar isto, podem lançar um candidato unificado de esquerda (esperamos que pcb, up, pstu colaborem).

Do outro lado, a familícia será representada, Tarciso se não concorrer some. E alguém mais (Renan, por ex). Assim, serão 5 candidatos - chances reais de esquerda no segundo turno assim como de segundo turno com dois candidatos do outro lado. Tudo em aberto - eleições não decidem, mas compõe o background onde se faz a luta de classes.


r/BrasildoB • • 12h ago

Discussão Abaixo-assinados

3 Upvotes

Então dado o resultado das eleições e a vitória da democracia, eu estava pensando em criar alguns abaixo assinados pra pressionar o congresso e o senado pra começar a ter mudanças nas coisas pros proximos anos, como por exemplo diminuição dos sálarios e os beneficios dos politicos, retirada do foro privilegiado que está parada no Plenário da Camara (A PEC 333/2017 propõe o fim do foro por prerrogativa de função (o chamado foro privilegiado) para crimes comuns aplicados a milhares de autoridades públicas, restringindo o benefício apenas aos Chefes dos Três Poderes da União) e o fim do sigilo bancario (A PEC 13/2012 é uma Proposta de Emenda à Constituição que propõe tornar obrigatória a disponibilização dos dados bancários, fiscais e patrimoniais de candidatos a cargos eletivos aos órgãos de fiscalização e controle a partir do registro da candidatura). Eu tinha visto pessoas comentando que queriam isso nas redes sociais e ate movimentações pra isso acontecer então so queria deixar registrado em forma de post para chegar a mais gente e nos organizarmos como fazer um abaixo-assinado, como entrar em contato com parlamentares e fazer o balaio acontecer (vou colocar em outras comunidades tbm)


r/BrasildoB • • 6h ago

Discussão A diferença entre Bolsonarismo e Direita é apenas formal?

4 Upvotes

Num dos vários discursos para eleger o Lula tinha esse de que "se você é de direita, vote Lula, pq o bolsonarismo é excrescência" (coisa do tipo, não necessariamente com essas palavras), mas a questão que eu tenho é: tá, beleza, não podemos afirmar que a direita como um todo é racista, machista, misógina e etc etc, mas não está lá nela o pressuposto que leva a essas posturas? A manutenção do status quo, que seria uma ideia conservadora, não é não apontar as contradições da sociedade capitalista? E o liberalismo não é laissez faire, isto é, a sociedade tem seus problemas, mas deixe que ela se regule aí sozinha e tal... Isso não resulta no extremismo de direita?


r/BrasildoB • • 12h ago

Discussão Já que todos estão discutindo sobre redes sociais, é um bom momento para falarmos de alternativa descentralizadas

6 Upvotes

Você já ouviu falar em redes sociais e mensageiros descentralizados? Não existe uma única empresa controlando e não acontece esse problema que estamos enfrentando hoje.

Pesquisem sobre e divulguem, é a única alternativa livre de interferências da que temos hoje. Vou deixar alguns links aqui.

Fediverso (um ecossistema de redes sociais que se comunicam entre si):

Mastodon (uma das redes sociais descentralizadas mais famosas):

Matrix (um protocolo de mensageiro descentralizado):


r/BrasildoB • • 12h ago

Discussão Violência destas eleições

4 Upvotes

É questão de memória fraca, ou vocês também notaram que a violência do Bolsonarismo aumentou muito nessas eleições?

Houveram atos violentos em vários lugares, contra idosos, PCDs, mulheres... também coisas que poderiam se tornar tragédias, como esses caras sacando armas para ameaçar manifestantes, apredejamentos, ataques a carros.

Eu ia sair para comemorar ontem com a minha família, mas eu fiquei com muito medo de acabar no meio de uma confusão, ja que minha cidade é muito bolsonarista.

Eu fico pensando o que dá pra fazer referente a isso? Sempre eu penso em retribuir a violência, mas não sei se isso funcionaria ou se pioraria a violência desses caras.


r/BrasildoB • • 13h ago

Discussão Em um eventual governo socialista no Brasil qual seriam os moldes adotados?

4 Upvotes

Seria estilo China? Onde meios de produçâo/industria estrategicas estão nas mãos do estados mas o individuo aimda pode acumular riquezas, lucrar com a mais valia ,ter multiplos imoveis?

Ou seria um estilo Marxista mais tradicional como na união sovietica/europa oriental?

O que os partidos de esquerda do Brasil defendem?


r/BrasildoB • • 10h ago

Opinião Se o Lula não concorrer mais, quem vocês acham que assume o comando da esquerda brasileira?

30 Upvotes

Boa tarde amigos, ontem felizmente conseguimos eleger o Lula mais uma vez 🌟❤️, porém eu estive pensando o que será da esquerda brasileira quando o Lula não concorrer mais ?, muitos nordestinos como eu simpatizamos com lula por ser gente da gente, alguém que trabalhou a vida inteira pelo povo, porém não consigo enxergar nenhuma figura da esquerda que seja capaz de ocupar o lugar dele quando ele se aposentar


r/BrasildoB • • 8h ago

Discussão O que esperar do governo Lula 4 na área da Economia?

5 Upvotes

Já temos uma noção de como vai ser o governo economicamente falando, afinal, já tivemos 3 governos do mesmo. Mas dessa vez, surgem algumas coisas a mais, ex:

A mudança da escala 6x1 para 5x2, que podem gerar mudanças significativas (creio que para melhor, mas talvez pra pior) que pode ser motivo de pressão do empresariado e do mercado como um todo, principalmente com as bancadas do PL sendo maioria dentro da câmara e senado;

Outra coisa que pode ser motivo de pressão do capital, são os gastos públicos (que todo mundo sabe que é um problema exagerado pela mídia e pelo dito mercado). Essa pressão por políticas de austeridade, podem acabar elevando a taxa de juros? Ou mesmo fazer o governo ceder e acabar reduzindo os investimentos públicos?

Além disso, podemos ter aumentos significativos no salário mínimo, aposentadorias, BPC? E ainda há esperanças do governo abandonar as políticas do tripé macroeconômico?

Enfim, são muitas questões. O que vocês imaginam da continuidade governo nessa área?


r/BrasildoB • • 9h ago

Discussão Uma nova esquerda e um novo diálogo começa agora

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É inerente a necessidade de mudarmos muita coisa na organização dos partidos, nos movimentos, nas redes sociais, uma vez que deixamos o congresso e o senado nas mãos da extrema-direita. E acho que isso passa muito pelo boca a boca.

Eu hoje conheço pessoas que saíram do mesmo colégio público e federal que o meu, que estudam em universidades públicas, e mesmo assim votaram 22. O problema todo nem acredito que é ser de direita, e sim em se aliar a uma família nojenta por conta do antipetismo.

Como começar o diálogo com esse tipo de pessoa? Querendo ou não eles vão trazer a experiência pessoal, o bolso que ficou apertado, a conta de luz que cresceu, e eles culpam o PT. Seja ou não culpa de Lula e aliados, precisamos reformular esse diálogo pra parar de perder o eleitor médio, pois evitentemente não tem dado certo.


r/BrasildoB • • 22h ago

Discussão O agora...e daqui por diante.

6 Upvotes

Uma vitória expressiva de 4 milhões de votos, não acreditei que seria por uma certa vantagem. Lula caminha para seu último mandato e o pendurar do chapel após mais 4 anos a frente do Estado, mas com um legislativo nada alinhado com ele. O Lula é um líder estadista/populista irá se afastar...Esquerda/Centro perde uma imagem de importante peso. E não tem ninguém no local para seu rosto, voz e ideias ter essa capacidade de alcançar as pessoas.

Uma esquerda radical é recente para os olhos da internet, existe e sempre existiu certa represália pela esquerda radical e isso é oriundo da história de um regime militar, mas heranças da pressão ocidental. Mas essa nova esquerda marcha mas usando as estruturas dos já recentes partidos, os diálogos e comunicações são digitais Fernanda Melchionne no Sul, Jones Manoel no Nordeste, Sâmia Bomfim no sudeste, ainda que falei alguns, sabemos que esquerda de fato (não Centrão) não tem articulação de peso em Goiânia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul ... Vemos que um atual congresso foi bem espalhado em candidaturas estratégicas e numerosidade podem parar, aprovar e mobilizar muitas medidas. E a Esquerda precisa ter não somente um que vá na frente de um palanque, mas sim precisa de um líder, carismático e que por uma situação óbvia, Lula bastaria aparecer do lado e apontar para ele. Esse suposto não poderia ser alinhado ou já caracterizado pelos partidos já presentes da esquerda.

Eu acho muito difícil daqui a 4 anos terem um candidato de esquerda muito bem engajado e articulado. Bolsonarismo com a derrota humilhante, vai tentando retornar aos tropeções, mas buscando evitar grande alvoroço neles. Eu creio que na próxima eleição, o Bolsonarismo ainda estará vivo, mas utilizarão Tarcísio (ele já ganhou em São Paulo, mostrou que numa cidade populosa como uma capital, ele garante votos que um Haddad não garantiu.

Eu acho que as peças foram dadas na mesa, e não fico surpreso de tentar uma Michele Bolsonaro Vice-presidente. Isso traria o maior demonstrativo que a dinastia começou a ruir e esfarelar.

Mas isso são suposições e sem análises típicas da geopolítica do que estará e como acontecer até lá ...

Edit: Erro de digitação...


r/BrasildoB • • 5h ago

Opinião A vitória contra o facismo é possível

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36 Upvotes

O que essas eleições mostraram que pra derrotar o facismo basta se organizar, a gente se uniu contra o porco miliciano e ganhamos nas urnas de virada, que fique de exemplo para o resto do muno. A gente não desistiu, contra todas as probabilidades viramos o jogo.

Agora é esperar o movimento socialista começar a crescer no Brasil


r/BrasildoB • • 11h ago

Humor O diálogo mais fraco depois da apuração de votos

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22 Upvotes

r/BrasildoB • • 21h ago

Discussão DIA 6/1/2027 JÁ TEMOS QUE CRITICAR AS POLÍTICAS NEOLIBERAIS DO PT

25 Upvotes

Por mais que flerte muito mais com a esquerda, todos sabemos que o PT não é de ESQUERDA esquerda mesmo.

Garantem o mínimo que o pobre merece para garantir que ele não se revolte.

Se queremos de fato um país mais justo e igual, desconcentrando a riqueza do Brasil que sempre se manteve nas mesmas famílias, temos que continuar lutando.

DITO ISSO, Jones Manoel 2030


r/BrasildoB • • 4h ago

Discussão A quem se filiar?

11 Upvotes

Queria uma ajuda pra me guiar nesse processo. Prometi que se ainda tivéssemos democracia me filiaria a um partido e participaria da base da minha região. Já fui de movimento estudantil quando secundarista tanto na UJS como no PCR. Hoje, médico no rio de janeiro fico na dúvida. Vou compartilhar minhas impressões gerais e queria opiniões, correções e etc pensando mais na realidade local.

PDT: Sou 200% fã do Brizola, mas entendo que isso acabou e o partido hoje é só uma sombra fisiológica

Psol: Muito forte aqui no rio, com uma juventude ativa e uma representação legal. Sinto que falta uma direção unificada e um projeto.

PT: Não quero ir pro PT

PCdoB: Acho muito massa a forma como organizam a militância estudantil, e a formação. Mas são politicamente um anexo do pt.

Rede: A parte ambiental me interessa muito mas sinto que falta a parte trabalhista que acho que é o que eu mais me importo.

PV: São liberais?

UP: Acho que de rua são os melhores a pesar dos jornais e com o MLB fazem um trabalho MUITO foda. Além disso fiquei bem surpreso quando conseguiram fazer o partido. Mas acho bem sectarios.


r/BrasildoB • • 2h ago

Opinião Olhem, eu não sou contra o diálogo, mas tenho muita dificuldade em esperar algo positivo disso aqui.

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136 Upvotes

r/BrasildoB • • 19h ago

Discussão A eleição de Lula PROVA que as redes sociais são importantes

56 Upvotes

Isso parece meio óbvio, mas é a primeira eleição desde 2014 que a esquerda parece aprender que é indispensável disputar o espaço digital, e isso fica de lição, não só pra nós, mas pra esquerda internacional. O que Janones fez deve ser estudado no resto da América Latina, e em outros países que estão passando pelo mesmo processo, como a França, que tem eleições ano que vem.

Dito isso, a luta tem que CONTINUAR. Lula ganhou, mas os próximos 4 anos serão muito difíceis, vai ser tentativa de impeachment toda hora, tentativas de desmonte de legislação trabalhista, mas não podemos desanimar, temos que estar nas redes sociais e nas ruas!