Fala, galera. É o seguinte. No início do ano passado, eu montei uma carteira de ações seguindo a filosofia do Barsi. A ideia era ter uma carteira de boas empresas que pagam dividendos e tal.
No pós-primeiro turno, eu vi a alta eufórica do Flávio-day acontecer e, apesar de conhecer a tese do "sobe no boato e desce no fato", resolvi manter a carteira porque eu não sabia o que fazer com o dinheiro da venda.
Entre os turnos, eu fui estudando o que fazer com o meu dinheiro e cheguei à conclusão de que eu não precisava de dinheiro pingando na minha conta e que, por isso, venderia minha posição em Bolsa brasileira pra dolarizar a carteira com MUND11, e meu risco Brasil estaria reservado para os meus títulos do Tesouro IPCA+7,8% (na média de vários vencimentos e aportes que fiz) e AUPO11 (minha reserva de emergência).
Pois bem... esse pós-segundo turno me quebrou as pernas. O Lula-day é um momento de pânico que parece exagerado e que, na prática, apenas derrubou de volta minhas ações para o mesmo patamar de alguns meses atrás. Analisando com calma, eu to até com um lucrinho, a diferença é basicamente que, até sexta-feira, eu teria ganhado umas 5 ou 6 vezes mais do que ganharia na venda de agora, mas, na verdade, essa variação não me deixa mais pobre, apenas puto.
E, sabendo que o derretimento do Real e esse pânico na Bolsa se devem ao aumento do risco-Brasil, me parece responsável assumir que perdi o momento de venda na alta e encarar como se eu tivesse tomado essas decisões uns meses atrás, sem eleição nem nada no horizonte, apenas pra ter uma carteira mais alinhada ao meu perfil e parar de sofrer com as oscilações imprevisíveis dos próximos dias, meses e anos.
Queria saber a opinião de quem tem mais experiência. Faz sentido? To sendo burro?